13 de jan de 2019

CAPÍTULO: INFORMAÇÕES QUE CURAM

Capítulo do livro-blog CONSCIÊNCIA INFINITA, de Valéria Vitao 

Lendo A Matriz Divina, de Gregg Braden, me foi possível realizar inúmeras sínteses, compreensões e curas em todo o meu ser, após compreender uma série de situações que se deram comigo e que acredito que também ocorram com inúmeros seres humanos pelo mundo afora. A questão é que desde crianças fomos treinados para não falar das coisas que sentimos e dos pensamentos que circulam por nossa cabeça a cada instante. Depois que li o capítulo sete da obra de Braden, me senti convencida de que eu deveria compartilhar com o mundo uma série de coisas que aconteceram comigo ao longo da vida e que no “olho do furacão”, no momento em que vivi as situações, tudo aquilo era a pior coisa que estava me acontecendo. Por não compreender o que acontecia, por me sentir no “olho do furacão”, fui tomada por sentimentos de culpa, raiva, medo, angústia e até nojo de mim mesma. Recordo-me que me sentia a pior mulher do mundo, a indigna, aquela a quem não merecia ser dada a palavra.
No capítulo sete de A Matriz Divina, intitulado “A leitura do espelho dos relacionamentos: nossas próprias mensagens”, Braden afirma que os “espelhos” estão por toda parte e que os relacionamentos de um modo geral possuem cinco espelhos: 1) o espelho com os reflexos do momento; 2) o espelho com os reflexos de julgamentos instantâneos; 3) o espelho com os reflexos daquilo que perdemos, jogamos fora ou que foi tirado de nós; 4) o espelho com os reflexos da “Noite escura da Alma” e, 5) o espelho com reflexos de nosso maior ato de compaixão.
De todos esses espelhos, os que mais ressoaram em mim e conseguiram curar e esclarecer pontos obscuros de minha vida, foram o segundo, o terceiro e o quarto espelhos. O espelho do julgamento me fez compreender por qual motivo eu atraia uma série de pessoas e situações que não refletiam características de minha personalidade, mas que me incomodavam por demais. Por exemplo, eu tinha a tendência para atrair pessoas controladoras, manipuladoras, narcisistas, invasivas, parasitas,  preguiçosas e barulhentas. Quando não eram pessoas, eram situações que envolviam controle, manipulação, exploração, parasitismo, barulho etc. Isso tudo muito me incomodava e me irritava. Daí ouvia sempre aquele mantra psico-esotérico: “você atrai para sua vida aquilo que você é em essência”. Até certo ponto isso fazia sentido para mim, por outro lado, eu não me via manipulando pessoas para obter a satisfação de meus interesses, por exemplo. Mas aí, veio Braden esclarecendo essa questão por meio da metáfora do espelho do julgamento. Segundo ele, quando temos a tendência para julgar pessoas e situações, acabamos por atrair pessoas e situações semelhantes ao conteúdo de nossos julgamentos e críticas. O espelho do julgamento é análogo à questão do medo: se temos medo de algo, em dado momento, esse algo se manifesta em nossa vida. Refletindo acerca do que Braden trazia em seu texto, conclui que eu tinha uma grande facilidade para julgar, criticar e ver defeito em tudo e em todos. Meu olho de águia não perdia nada... acredito que por ver tanto o que não precisava ser visto, acabei desenvolvendo miopia e astiguimatismo para compensar meu excesso de visão mental. Segundo Braden, quando assumimos que temos esse padrão do julgamento a conduzir nossa vida de forma consciente ou inconscientemente, iniciamos o processo de cura interior e com o tempo, na medida em que encerramos essa atividade mental e verbal de criticar e julgar a tudo e a todos o tempo todo, vamos deixando de atrair pessoas e situações que nos incomodam e que refletem nossos julgamentos e críticas.
O terceiro espelho, o qual reflete aquilo que perdemos, jogamos fora ou que foi tirado de nós, trouxe também significativa cura para a minha vida como um todo! Para explicar esse espelho, Braden deu o exemplo de um colega de trabalho que, mesmo tendo uma linda família com esposa e uma filha, a quem muito amava, se via a todo instante apaixonado pelas mulheres com as quais deparava no dia a dia. Braden explica que esse “apaixonar-se pelo outro”, nada mais é que o descobrir algo de bom que havia em nós e que por algum trauma ou qualquer outro motivo, acreditávamos que tínhamos perdido. Assim: “Quando descobrimos nossas partes “faltantes” nos outros, sentimo-nos poderosa e irresistivelmente atraídos. Podemos até mesmo acreditar que “precisamos” deles em nossa vida, até o momento em que nos lembramos de que o que nos atrai é algo que ainda temos dentro de nós... e que, simplesmente, está adormecido (...)” (BRADEN, p. 187, 2008). 
Por meio desse esclarecimento dado por Braden, pude compreender o  motivo pelo qual, em determinadas fases de minha vida de casada, me vi perdidamente apaixonada por outros homens. Na verdade, esses homens traziam algo de mim que estava esquecido e muito bem escondido nos porões do meu subconsciente, qualidades como a auto-estima, a beleza, a auto-confiança, a realização profissional, a sabedoria filosófica e espiritual, o magnetismo e o poder pessoal. Coisas que eu acreditava ter perdido ao lidar com situações extremas na infância, adolescência e vida adultas. Os homens que marcaram minha vida e que fizeram parte da “Noite Escura da minha Alma” traziam consigo essas qualidades e por isso, eu queria estar com eles a todo o custo, mas circunstâncias adversas não permitiram que eu me unisse a eles. Todos, de alguma forma foram embora de minha vida, no momento em que eu me preparava para saltar do abismo em direção a seus braços. Ao ver que se retiraram antes que eu desse o salto, eu acabei não pulando e permaneci onde eu estava. Na época, esse ato inconcluso, me trouxe grande frustração. Senti-me profundamente derrotada, acabada, sem forças para prosseguir. De certa forma, a vida chegou a perder o seu doce. Senti a vida mais amarga, me fechei para novas amizades com quem quer que fosse. E percebi que esse "disco arranhado" já tinha se manifestado por quatro vezes em minha vida. O primeiro e o último foram os mais dolorosos, mas foram o que me trouxeram um profundo e grande aprendizado. O último, principalmente, me fez ficar recolhida emocionalmente e socialmente por quase dois anos, tempo que usei para me autoconhecer e indagar por qual motivo aquele padrão se fazia repetir insistentemente em minha vida. De tanto perguntar, obtive respostas significativas, mas a que fez maior sentido foi a resposta trazida por Gregg Braden por meio da explicação do terceiro e quarto espelhos. Esse quarto espelho, o da “Noite Escura da Alma” é, conforme explica Braden, um momento de nossa vida que o definimos como nosso pior pesadelo. Relacionamentos amorosos complicados e em momentos inesperados são um tipo de chamariz para que nossa Alma possa atravessar essa “Noite Escura”. E eu atravessei essa "Noite Escura" por quatro vezes. Como eu disse, a primeira travessia foi muito dolorosa. A segunda foi um tipo de refrigério para me recuperar da primeira. Ela não trouxe dores ou sofrimentos intensos, era mais lúdica e parecia que veio para me deixar um pouco anestesiada. A terceira já foi num momento em que percebi que o padrão estava se repetindo, pois estava acontecendo num momento de um profundo despertar espiritual. Daí optei por viver o despertar da minha Consciência e essa pessoa foi embora sem causar maiores transtornos. Logo após passar por uma epifania espiritual, aí sim, se apresentou a derradeira experiencia amorosa, mas que ao final dela, depois de dois anos de recolhimento e sofrimento solitário, me reergui das cinzas como Fênix renascida! Ao final de toda essa travessia do deserto, numa noite muito escura, cheguei ao oásis pleno do meu Espírito! Todas essas experiências me ensinaram a transcender o medo de ser rejeitada e abandonada. Agora, do alto da montanha na qual me encontro, posso ver que meu Espírito me protegeu ao longo de todo essa travessia, eu não precisei saltar do abismo para aprender as lições. Ao final disso tudo, hoje me sinto mais plena, com a minha autoestima e autoconfiança em franca recuperação: faço o que quero, não mais me submeto a situações que violam minha paz interior. Eu sei quem EU SOU, sei qual é o meu desejo básico de vida e trabalho internamente para que ele se manifeste nesta vida para meu pleno uso, gozo, liberdade e felicidade em todos os sentidos!

BEM-VINDOS AO LIVRO-BLOG, CONSCIÊNCIA INFINITA!


Este livro começou a ser escrito em 2016 e, inicialmente, seu propósito era explicar a terapia intuicional (método de autocura intuicional) que eu tinha acabado de desenvolver em maio daquele ano. Cheguei a escrever mais de 200 páginas, mas em final de abril de 2018, resolvi deletar tudo. Estava disposta a não prosseguir com a escrita do livro e uma série de dúvidas, medos e negações se abateram sobre mim. Nos dez primeiros dias do mês de setembro de 2018, fui tomada por uma profunda necessidade de ficar recolhida e em silêncio. Havia longo tempo que eu me reservava à meditar somente nas sessões de yoga e, fora isso, minha mente estava um tanto quanto agitada com ruminações de lembranças nada agradáveis. Ao praticar uma técnica milenar denominada por Waldo Vieira de “Estado Vibracional”, senti que muita energia negativa foi liberada de meu campo aurático e, novamente, me vi limpa, energizada e feliz. Percebi que minha frequência vibratória havia se elevado em razão daquela técnica de limpeza da aura. Numa frequência energética mais alta, fui intuída a abrir meus arquivos em PDF´s. Um dos arquivos me chamou a atenção. Se tratava de  um livro em PDF  denominado “A Ciência para Ficar Rico”, um clássico de 1910 de autoria de Wallace D. Wattles. A mente analítica logo se fez presente e questionou: “Nossa! Vai ler esse livro com esse título?”. Ignorei as admoestações da mente linear e tratei de mergulhar na leitura! Li o livro todo no mesmo dia! E que achado! Pesquisei na Internet e logo descobri que essa obra com mais de um século, teria inspirado Rhonda Byrne a produzir o filme O Segredo! Realmente, o livro de Wattles tem o dom de inspirar! Assim como inspirou o sucesso de Rhonda Byrne, ele também me inspirou a escrever o meu livro! A grata surpresa foi perceber que o que eu tinha tratado de escrever, também fora escrito por alguém há mais de um século! “A Ciência para Ficar Rico” é pura física quântica! Sugiro a leitura da obra de Wattles, ninguém irá se arrepender! Na internet, é possível acesso gratuito ao PDF.
Por outro lado, quero esclarecer que esta obra, a qual denomino CONSCIÊNCIA INFINITA, e que paulatinamente irei apresentar a vocês, não tem como objetivo explorar o tema da prosperidade e da riqueza, mas é dedicada àqueles que despertaram para a Consciência Infinita do EU SOU! Consciência Infinita é voltada para o autoconhecimento que liberta!
Estou usando este espaço do SoulLeituras para, aos poucos, ir postando os capítulos do livro-blog CONSCIÊNCIA INFINITA! Dentro em breve, estaremos disponibilizando os textos por meio do YouTube, na versão áudio-livro.
Sejam todos bem-vindos a essa viagem quântica de volta a nós mesmos!
Com votos de paz e bem,
Valéria Vitao.




10 de jun de 2016

Sonolenta... lenta viagem

Chuva e mistério na estrada
Nebuloso destino
Sonolenta... lenta viagem...
O tempo cala o relógio
E o pensamento cala o tempo...
Jazz no rádio do carro
Rock and roll  nas batidas do meu coração
Ao volante a solidão
Estrada adiante ainda há,
Um quase infinito caminho...
Sonolenta... lenta viagem!

(Wagner Pizani)

Outono na Pequena Cidade

E as folhas secas dançam ao vento
À melodia do outono...

Na pequena cidade lentamente corre
A agitada vida monótona...

Na estação chega um cansado trem
Ouve-se seu último suspiro...

Olhares tristes, alegres e saudosos
Desembarcam entre silenciosos murmúrios...

Bagagens repletas de sonhos
Bagagens repletas de ilusões...

E a brisa outonal continua a soprar
E a melodia continua a tocar...

E as incansáveis e secas folhas
Continuam ao vento a dançar!

(Wagner Pizani)

O Retrato  Encantado

Sentado em uma poltrona
Uma taça de vinho tinto à mão
Tranquilo e envolvente silêncio.
Apenas o luar de uma noite de junho
A iluminar a sala...
Embevecido fico a admirar
O antigo quadro na parede.
Magia e encanto em um olhar secular
Rosto de um passado distante
Ainda belo no presente.
Elegância e estilo,
Uma clássica sensualidade...
Quanto mistério,
Quantos segredos ocultos
Naquele retrato encantado!

(Wagner Pizani)

Do Ocaso ao Anoitecer

Num melancólico ocaso
De um vermelho inverno
Como numa tela de Van Gogh
O céu explode em cores
Paisagem surreal
Em um pequeno mundo irreal
Um sonho vivo e desconexo
As colinas limitam os horizontes
E os horizontes limitam minha visão
Apaga-se a estrela de brilho maior
Surge então a rainha da noite
Bela e iluminada
O aroma das estrelas paira no ar noturno
Os sons da noite envoltos no silêncio
Uma noite sem sono
Uma noite sem sonhos…

(Wagner Pizani)
Temporária Vida

Assim como nosso planeta
Padecemos todos os dias
Para completar uma volta
Em torno de nós mesmos...
Morremos as doces mortes
De um pleno amor
E ainda buscamos O pleno amor...
Vida em caixas de papelão
Amontoadas pelo chão...
Quão temporária é a vida!
Temporária vida...

(Wagner Pizani)

15 de jan de 2016

A IMPORTÂNCIA DA MEDITAÇÃO NA NOSSA VIDA

Por Valéria Arruda Dutra[1]


Em meados de junho de 2015, passei por uma experiência espiritual muito especial e desde então, comecei a me dedicar com certa regularidade à meditação. Foi mais ou menos nessa época que também assisti ao documentário “Alienígenas do Passado”, no canal History; o qual tratava dentre outros temas, acerca da importância dos processos meditativos na vida de grandes cientistas e inventores que se destacaram ao longo da história da humanidade.

Esse documentário associado à experiência espiritual que tive, muito me incentivou a fazer da meditação um hábito em minha vida. Inicialmente, as práticas meditativas não eram diárias. Entretanto, a partir de janeiro de 2016, a prática se tornou cotidiana e posso dizer com certeza que a meditação vem me proporcionando uma vida mais centrada e conectada com o Universo! A cada dia que passa, vou sentindo-me mais tranquila, os insights e intuições são constantes e sentimentos nobres como o amor e a gratidão são mais intensos e claros.

As primeiras experiências com a meditação em meados de maio de 2015 me fizeram ter insights maravilhosos e, que inclusive me permitiram concluir com êxito o texto da minha tese de doutorado em direito! Outras ideias também chegaram por meio da meditação, como por exemplo, a criação do Instituto Eu Sou que mais tarde se transformou na Ação Gratidão Eu Sou (AGES).

Em meados de dezembro de 2015, após uma relaxante seção de meditação, surgiu a ideia de se promover meditações gratuitas na praça do Cristo, na cidade de Cons. Lafaiete/MG. Logo em seguida, visitando a pousada de um amigo, surgiu a ideia de se realizar um evento holístico naquele local (o primeiro “Retiro de Meditação e Alinhamento Interior” da AGES, a ser realizado em setembro de 2016).

Para divulgar todas essas iniciativas, acabei criando o blog da AGES – Ação Gratidão Eu Sou. A AGES foi criada em 03 de outubro de 2015 e naquela época recebeu o nome de Instituto Eu Sou. A AGES foi criada com o objetivo de promover estudos, pesquisas, palestras, vivências, meditações, visualizações, danças sagradas, oficinas, workshops, cursos, caminhadas ao ar livre, retiros espirituais, dentre outras atividades voltadas para o despertar da Divindade Interior dos seres humanos. O lema da AGES é “Ages com gratidão e sabendo quem és!”.

Em final de dezembro de 2015, conheci o Projeto Portas Abertas, criado pela Rosângela Félix. Fiquei muito feliz com o projeto de Rosângela, pois ele muito me lembrava as experiências da economia colaborativa/compartilhada. Após nova seção de meditação, surgiu a ideia de se criar um grupo via WhatsApp dedicado à economia colaborativa/compartilhada e que recebeu o nome de Economia Compartilhada (EC). O grupo foi criado para compartilhar talentos, capacidades, oportunidades e para favorecer trocas e serviços solidários entre seus membros.  O lema do EC é reciprocidade e gratidão. O grupo também acredita que gratidão gera gratidão!

O EC além de promover uma economia solidária entre seus membros, procura também incentivar e cultivar a prática de virtudes e valores éticos como a gratidão, a reciprocidade, a boa fé, a solidariedade, a cooperação, a fraternidade, a gentileza urbana, a honestidade, a  responsabilidade etc. 

O grupo funciona como uma grande vitrine online, onde os membros expõem seus produtos e serviços, ofertando preços abaixo do mercado por meio de descontos ou mesmo trocando seus serviços ou produtos por outros de algum membro do grupo que tenha interesse em realizar o negócio solidário. 

Além dessa economia colaborativa e solidária, o Economia Compartilhada tem projetos de promover futuramente eventos como FEIRAS DE GARAGENS, CURSOS, PALESTRAS, ENCONTROS etc. Dado ao grande sucesso, foi criado o blog do Economia Compartilhada, onde são oferecidas orientações gerais acerca do funcionamento do grupo.

 Toda essa grande movimentação só foi possível graças a algo que poucas pessoas conhecem ou têm acesso: a meditação! Por meio das meditações, mudanças significativas ocorreram na minha vida, influenciando direta ou indiretamente a vida de inúmeras pessoas! Meditando nos tornamos mais dóceis, mais alegres e receptivos e passamos a emitir ondas de amor e luz a todos aqueles que de nós se aproximam!

Meditar é algo muito simples: basta parar por no mínimo, um minuto e prestar atenção na respiração! Nada mais que isso!

A meditação é um maravilhoso instrumento de autoconhecimento e evolução pessoal. Por meio dela nos conectamos à contraparte invisível e infinita da qual fazemos parte!

Boas práticas meditativas para todos vocês!
Gratidão!




[1] Servidora pública estadual. Mestre e doutoranda em direito pela PUC Minas. Há 20 anos dedica-se à espiritualidade e aos estudos esotéricos.

16 de out de 2015

Um novo ontem, um velho amanhã

Viagens, aventuras e muitas caronas...
Como se fosse água,
Bebo cada quilômetro das estradas.
Da janela do ônibus ou de um carro
Paisagens e pensamentos vão rolando.

Cai a noite,
Tão suave, tão cálida e ao mesmo tempo fria...
Estrelas perdidas no escuro céu da cidade
Captam a silenciosa e distante sonoridade
Das ruas, das estradas, do ar...

Noites de sono entrecortadas pelo medo
Em sombrios e solitários quartos de hotéis.
Nas costas,
Sob o sol ou sob a chuva,
O peso de uma mochila ao ar da manhã...

Mais uma vez adormeço
Ao lento relento de algum lugar
Respirando o frio ar da neblina noturna...
Ontem foi um novo dia,
E um velho dia será o amanhã!

(Wagner Pizani, 08/10/2015)

4 de out de 2015

Suitcases and dreams

By train
By coach
By ship
By plane
People come and go
Homes and lives
Are left behind
Family memories.

New hopes,
New friends,
New homes,
New cities and towns,
And maybe a new love
In suitcases and dreams.

(Wagner Pizani, 30/09/2015)


Malas e sonhos

De trem
De ônibus
De navio
De avião
Pessoas vêm e vão
Lares e vidas
Ficam ficam para trás
Saudades da família.

Novas esperanças,
Novos amigos,
Novos lares,
Novas cidades grandes e pequenas
E talvez um novo amor
Dentro de malas e sonhos.

23 de set de 2015

Por Wagner Pizani

The town: a ghost ship

The town is a ghost ship
Drifting in an ocean of dreams
A misty sea of thoughts…
The sound of the cold water
Breaks up the silence of the night
A hot breeze of sorrow
Blows around everywhere
Dirty gray clouds hang over the air…
Distant voices echo in time
Songs from long ago
That’s the soul of the town
That’s my soul!

(Wagner Pizani, 22/09/2015)



 Tradução: 
A cidade: um navio fantasma

A cidade é um navio fantasma
À deriva num oceano de sonhos
Um mar enevoado de pensamentos...
O som da fria água
Rompe o silêncio da noite
Uma cálida brisa de tristeza
Sopra por todos os lados
Nuvens cinzentas pairam no ar...
Vozes distantes ecoam no tempo
Canções de um passado distante
Esta é a alma da cidade
Esta é minha alma!

16 de set de 2015

Por Wagner Pizani

E se…?

E se a política e a religião fossem Rock’n’Roll?
E se as armas fossem guitarras?
E se revólveres fossem  rosas, ou quem sabe livros?
E se tanques de guerra fossem motos?
E se a guerra fosse paz?
E se o papa fosse Lennon?
Você consegue imaginar?
E se o poder fosse sabedoria?
E se a justiça fosse correta?
E se os espinhos fossem as folhas de outono?
E se a ilusão fosse realidade?

Só para variar,
E se as montanhas e os bosques fossem azuis?
E se o céu fosse púrpura?
E se o oceano fosse amarelo?
E com submarinos, claro!
E se as estrelas fossem douradas?
E se o sol fosse negro?
E se a lua fosse branca?

E se...?
E se eu fosse um poeta
E você a poesia?
E se eu fosse um escritor
E você um belo conto?
E se eu fosse um compositor
E você a melodia
E os versos da minha canção?
E se...?

10 de set de 2015

Por Wagner Pizani

A  Poet’s  Blues                       

My flat,
Just a small piece of the city
From the window
I can see a night of a neon sky,
Sparkling stars…

A music plays,
“One Good Man”,  by Janis Joplin,
It leads me to a road of memories,
Traces of sad yesterdays
Pictures of days of joy…

A fast heartbeat
An emotional soul
Some Daniel’s on the rocks
A toast to loneliness
A toast to tears and laughter…

I’m out of my mind
I dream to fall asleep…
Just a night to forget,
The sun rises
It’s a new day to remember!

(Wagner Pizani, 10/09/2015)


Blues de um Poeta

Meu apartamento,
Um pequeno pedaço da cidade
Da janela
Vejo uma noite com céu de neon,
Estrelas borbulhantes...

Toca uma música
"One Good Man" ,de Janis Joplin,
Ela me leva pelas estradas das  lembranças
Vestígios de  tristes dias do passado
Imagens de dias de alegria...

Coração disparado
Uma alma emotiva
Um Daniel’s (whiskey) com gelo
Um brinde à solidão
Um brinde às lágrimas e às boas gargalhadas...

Perdi o juízo
Sonho para poder cair no sono...
Apenas uma noite para ser esquecida,
O sol nasce
Um novo dia para ser lembrado!

9 de set de 2015

A vida não dá tempo para quase nada, então aproveitemos nosso tempo "trabalhando menos e amando mais".

O tempo não dá um tempo

Viva e não sobreviva
Pois o tempo não dá um tempo...

Ame, beije, abrace e faça amor
Pois o tempo não dá um tempo...

Dance, cante, ouça uma música, toque uma música e sorria
Pois o tempo não dá um tempo...


Aventure-se, pegue uma estrada sem rumo e seja louco
Pois o tempo não dá um tempo...

Faça amigos
Pois o tempo não dá um tempo...

Enfim, trabalhe e faça o bem dentro do seu tempo
Pois o tempo jamais te dará um tempo para ter tempo...

(Wagner Pizani, 08/09/2015)